Estimular a Fala: 5 Exercícios pra Fazer em Casa.

Se você é um pai ou mãe preocupado com o atraso na fala do seu filho, saiba que existem maneiras eficazes de estimular o desenvolvimento da linguagem em casa. Neste artigo, eu trouxe cinco estratégias valiosas que você pode inserir à rotina diária, tornando a jornada de aprimoramento da fala uma experiência envolvente e gratificante.

Meu nome é Miriam França, sou mãe, psicóloga, aturo na orientação parental auxiliando na criação dos filhos e na rotina familiar. Vamos mergulhar mais profundamente nessas estratégias e descobrir como elas podem se tornar uma parte essencial do seu dia a dia, ajudando a estimular a fala e o desenvolvimento da linguagem do seu filho.

Ao adotar essas práticas simples e eficazes, como brincar, utilizar a música, incorporar a linguagem às tarefas cotidianas, responder às tentativas de comunicação da criança, nomeando o que ela aponta, e explorar o mundo mágico das onomatopeias, você estará não apenas fortalecendo a comunicação do seu filho, mas também construindo vínculos mais fortes e enriquecedores com ele.

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Marcos do Desenvolvimento:

É comum ouvirmos a afirmação de que cada bebê segue seu próprio ritmo no que diz respeito ao desenvolvimento, abrangendo desde o nascimento dos primeiros dentes até marcos como engatinhar, andar, correr e, claro, falar. Contudo, é crucial lembrar que, mesmo dentro desses intervalos de tempo únicos para cada criança, existem indicadores de desenvolvimento que nos fornecem uma média do que é esperado em determinadas idades, com margens de variação para mais ou menos.

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Ao avaliarmos esses marcos de desenvolvimento, podemos identificar a existência de possíveis atrasos e, consequentemente, a necessidade de buscar orientação profissional na área do desenvolvimento infantil.

Para saber um pouco mais sobre as causas, consequências e intervenções de atraso na fala, clique aqui e leia o artigo completo sobre esses assuntos.

Por idade:

No que tange à aquisição da fala, por volta dos 2 a 3 meses, os bebês começam a emitir seus primeiros sons, como “angu,” “guu,” e “bá,” que representam tentativas iniciais de interação.

Entre os 6 e 9 meses de idade, eles começam a formular palavras bilabiais, como “dada” e “gugu.”

À medida que o primeiro ano de vida se desenrola, é esperado que as crianças comecem a pronunciar palavras mais familiares, como “mamãe”, “papai” “vovô,” entre outras mais simples.

Por volta de 1 ano e meio, muitos bebês já conseguem formar pequenas frases, combinando duas ou três palavras.

Aos 2 anos, as crianças geralmente conseguem falar e criar frases mais completas. No entanto, é importante observar que algumas palavras podem não ser totalmente compreensíveis neste estágio.

Se a criança já ultrapassou a marca dos 2 anos e ainda fala muito pouco ou quase nada, é aconselhável buscar uma avaliação com um fonoaudiólogo.

Por volta dos 3 a 4 anos, as crianças geralmente desenvolvem uma fala mais clara, a ponto de serem compreendidas até mesmo por pessoas que não convivem com elas diariamente.

Vale ressaltar que a pronúncia do som “r,” especialmente os sons “ra,” “re,” “ri,” “ro,” e “ru,” é frequentemente motivo de preocupação para os pais, pois as crianças tendem a trocá-los por “L” ou “G.” No entanto, é importante notar que esses são também os sons mais desafiadores, que normalmente são dominados por volta dos 5 a 6 anos de idade. Portanto, se o seu filho está abaixo dessa idade e enfrenta dificuldades com esses sons, isso geralmente é considerado normal.

Estratégias Para Estimular a Fala da Sua Criança:

Abaixo eu trouxe 5 estratégias que você pode incluir na rotina da criança ainda hoje que vão ajudar no desenvolvimento da fala, no aumento de vocabulário e na autoconfiança pra esse processo fluir naturalmente.

Estimular a fala com brincadeiras:

Quando você se envolve em atividades de brincadeira com seu filho, há um estímulo auditivo, pois ele ouve o que você está dizendo. Além disso, há um estímulo visual, uma vez que a criança pode observar os movimentos que você faz com a boca ao pronunciar palavras. Aproveite esses momentos de brincadeira para nomear objetos e ações, gradualmente expandindo o vocabulário da criança.

Brincar de faz de conta, imitando situações do dia a dia, é particularmente eficaz, pois ajuda a praticar atividades que a criança eventualmente precisará realizar. Em vez de simplesmente mostrar um objeto, como uma boneca, e descrevê-lo, é mais eficaz criar cenários de brincadeira. Por exemplo, enquanto brincam de comidinha, você pode nomear as ações, como fazer a boneca sentar e usar um garfo para alimentá-la, estimulando a interação verbal.

Outra estratégia é incorporar o aprendizado da fala em brincadeiras como corridas de carrinhos, onde você nomeia ações à medida que elas ocorrem, permitindo que a criança participe naturalmente. É importante dar espaço à criança e evitar pressioná-la. Seja natural em seu envolvimento.

Existem livros, como o da Fisher Price da linha “Procurar e Encontrar”, que não apenas podem ajudar no desenvolvimento do foco e concentração, mas também podem ser usados para estimular a fala. Esses livros são ilustrados, coloridos e divididos por temas, proporcionando oportunidades para encontrar objetos e nomeá-los, enriquecendo ainda mais o vocabulário da criança. Ter um recurso como esse em casa pode ser bastante benéfico para o desenvolvimento da fala.

Estimular a fala nas tarefas cotidianas:

Aproveite as atividades diárias para estimular o aprendizado em seu filho:

Horários das Refeições: Utilize os momentos das refeições para falar sobre alimentos, suas cores, texturas e sabores. Além disso, aborde temas relacionados à louça, como pratos, talheres e copos, especialmente aqueles decorados com desenhos ou personagens que possam chamar a atenção da criança.

Banho: Durante o banho, explique as partes do corpo que estão sendo lavadas, discuta a temperatura da água e fale sobre a toalha. Isso ajuda a criança a associar palavras aos objetos e a compreender o processo de higiene.
Hora de Dormir ou Acordar: Envolver a criança na arrumação da cama é uma oportunidade para ensinar e fortalecer sua conexão com o ambiente. Peça para que ela te ajude a pegar itens como o travesseiro, brinquedos de dormir e cobertores.

Conte histórias, sendo benéfico repetir a mesma história. Quando perceber que a criança está familiarizada com a narrativa, permita que ela complete algumas frases, especialmente aquelas que possuem elementos engraçados. Isso estimula o envolvimento e ajuda a criança a entender melhor as funções e os nomes das coisas.

Essa abordagem de incorporar a aprendizagem nas atividades cotidianas reforça a compreensão da criança sobre o mundo ao seu redor e enriquece seu vocabulário de maneira natural e envolvente.

Use músicas para estimular a fala:

Durante o dia, coloque músicas infantis para tocar e aproveite o momento para cantar e dançar junto com seu filho. Essas interações criam um grande interesse nas crianças e concentram sua atenção no momento que estão vivendo.

Você pode repetir músicas que seu filho goste, assim como faz com histórias. Cante a música e deixe espaço para que ele complete a canção. Com o tempo, você verá que ele começa a cantar partes maiores e, eventualmente, a música inteira.

Para os pais que desejam evitar o uso de telas, como o YouTube, dispositivos como a Alexa podem ser uma ferramenta útil nessa fase. Você já deve ter visto vídeos engraçados de crianças pequenas pedindo músicas à Alexa. Isso é uma maneira de estimular a fala e permitir que a criança desfrute de músicas sem o uso de telas. Caso deseje explorar essa tecnologia a seu favor e em benefício do seu filho, há um link na descrição para adquirir a Alexa.

Dessa forma, você pode tornar a música uma parte divertida e educativa da rotina de seu filho, incentivando sua fala e comunicação de uma maneira envolvente e cativante.

Estimulando a fala quando a criança aponta:

É fundamental compreender o significado do gesto de apontar, que é uma forma de comunicação não verbal utilizada por crianças que ainda não conseguem expressar suas necessidades verbalmente. O ato de apontar não é resultado de preguiça de falar, mas sim da inabilidade da criança de comunicar suas vontades com palavras.

Quando a criança aponta para algo, é importante reconhecer e responder a esse gesto. Pode ser uma oportunidade para incentivar a fala, mas é crucial não tornar o processo tortuoso ou criar estresse. Por exemplo, segurar um copo de água e exigir que a criança diga “água” antes de oferecê-la pode ser contraproducente.

Em vez disso, dê espaço à criança para tentar falar, mas se ela não conseguir, nomeie o que ela deseja. Pergunte, “Você quer água?” e, em seguida, dê a ela a água. Enquanto faz isso, continue a estimular a fala de seu filho, comentando sobre a situação, como “Aqui está a água. Toma a água. Olha, você bebeu a água toda.”

Essa abordagem incentiva a criança a se comunicar de maneira mais eficaz e fortalece seu vocabulário e habilidades de linguagem de maneira positiva e amorosa.

Utilizando Onomatopeias para Estimular a Fala:

Quando se trata de crianças pequenas que estão nos estágios iniciais de aprendizado da linguagem e começando a falar suas primeiras palavras, as onomatopeias podem ser uma ferramenta valiosa.

As onomatopeias são sons que representam animais, elementos da natureza e objetos, e geralmente são mais simples para as crianças aprenderem. Por exemplo, “au au” para representar o som de um cachorro, “miau” para o gato e “bibi” para o carro. Ao começar com esses sons, as crianças podem progredir naturalmente para aprender as palavras correspondentes e, posteriormente, ampliar seu vocabulário.

Para apoiar esse processo, é possível utilizar um baralho de estimulação da fala, que contém 50 exercícios envolvendo cartas ilustradas com atividades como repetir o som do relógio (“tic tac”) ou imitar o som de alguém mergulhando (“tibum”). As crianças tendem a adorar essas atividades, que são divertidas e educativas.

Você pode explorar recursos como esses para enriquecer a comunicação de seu filho e incentivá-lo a desenvolver suas habilidades linguísticas de maneira envolvente e lúdica.

Conclusão:

Desde cedo, é fundamental fornecer um ambiente enriquecedor que promova a aquisição de linguagem de maneira natural e positiva.

Essas estratégias não apenas ajudam a construir vocabulário e fluência, mas também fortalecem os laços emocionais entre pais e filhos, criando uma base sólida para o desenvolvimento linguístico e cognitivo.

Ao abraçar abordagens sensíveis e envolventes para estimular a fala, é possível assistir com alegria ao progresso e à expressão de suas crianças à medida que desenvolvem suas habilidades de comunicação.

O estímulo à fala é, portanto, um caminho que fortalece não apenas o desenvolvimento da linguagem, mas também a conexão e o relacionamento entre pais e filhos.

Esperamos que este artigo tenha fornecido insights valiosos.

Se você encontrou este artigo útil, tem alguma sugestão ou gostaria de compartilhar suas experiências, deixe um comentário abaixo. Adoraríamos ouvir sua opinião!

Sobre a autora: Miriam França é uma psicóloga formada com especialização em Orientação Familiar. Com sua experiência e conhecimento, ela dedica-se a auxiliar os pais na promoção do desenvolvimento saudável e feliz de seus filhos. Para mais informações, acesse o site www.caminhofamiliar.com.br.

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui a orientação de um profissional da saúde ou psicologia. Consulte sempre um especialista para obter orientação personalizada.

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